sexta-feira, 27 de março de 2009

André: sem recurso, outros virão atrás do Independência



André disse que vem tentando sensibilizar o BNDES a liberar recurso para o Independência


Fernanda Mathias
Marcelo Victor

O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), disse esta manhã, enquanto participava do 1º Encontro do Fisco sul-mato-grossense, que se as instituições financeiras não retomarem a liberação de crédito, mais indústrias fecharão as portas em Mato Grosso do Sul.

Lembrando da situação do grupo Independência, que em Mato Grosso do Sul fechou três unidades e demitiu cerca de 2,5 mil pessoas, destacou: “e vêm atrás outros se não houver fluxo de caixa”.

E isso não só para o setor frigorífico. Recentemente, por exemplo, executivos da Vetorial Siderurgia procuraram o governador para anunciar a suspensão de atividades em Ribas do Rio Pardo.

Ele disse que o governo e toda a bancada federal estão mobilizados na tentativa de “sensibilizar” o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Sustentável). Segundo Puccinelli, as gestões envolvem empenho do ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes Pinto.

O Independência recebeu no ano passado aporte de R$ 250 milhões da instituição e esperava mais R$ 200 milhões para este ano. Porém, a integralização não se confirmou, segundo o BNDES porque o grupo não cumpriu exigências.

Puccinelli ressaltou que o Independência foi fortemente baqueado pela queda de exportações, responsáveis por 70% da movimentação de vendas.

Ele disse que o governo estadual o que pôde reduzindo pauta fiscal e alíquota do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para operações internas, que caiu de 4% a 2%.

Ontem o presidente da Assocarne (Associação dos Frigoríficos de Mato Grosso do Sul), João Alberto Dias informou ao Campo Grande News que o fechamento do Independência retraiu ainda mais os bancos na concessão de financiamentos. Há casos de empresários que já tinham valores aprovados, mas que não tiveram o recurso liberado, devido à insegurança gerada no mercado.

Na manhã de hoje, o frigorífico Torlim de Amambai também confirmou que vai fechar as portas. Cerca de 300 funiconários foram demitidos. O grupo Garantia

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